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Alagoanos Ilustres - Alagoas também possui alguns nomes ilustres que fizeram e fazem história em seu tempo. ARTHUR RAMOS
Arthur Ramos (1903 - 1949) nasceu em Pilar e formou-se em medicina na Bahia, voltando-se para a clínica psiquiátrica e para os estudos das ciências sociais. Fundou a Sociedade Brasileira de Antropologia e Etnografia, em 1941. Era Chefe do Departamento de Ciências Sociais da UNESCO, quando faleceu, em Paris, por problemas cardíacos. Além de importantes estudos na área médica, Arthur Ramos notabilizou-se como antropólogo e etnógrafo, tendo publicado entre outras obras: Os horizontes míticos do negro na Bahia, O negro brasileiro, Folclore negro no Brasil, Introdução à antropologia brasileira, A aculturação dos negros no Brasil e Estudos de Folclore. Seus livros são, ainda hoje, fontes de consultas indispensáveis a quem se dedica ao estudo da africanologia.

AURÉLIO BUARQUE DE HOLLANDA
Mestre Aurélio (1910 - 1989), alagoano de Passo de Camaragibe, tornou-se conhecido, em todo o Brasil, como sinônimo do dicionário que criou. Contista, tradutor, ensaísta, poeta, filólogo, crítico literário, revisor e professor. Passou a residir no Rio de Janeiro desde 1938. Imortalizado pela Academia Brasileira de Letras, erudito por vocação e encantado pela cultura popular, sua presença era uma festa, especialmente nas rodas literárias. Sabia guardar palavras... Patrimônio da cultura brasileira, segundo o escritor Paulo Rónai, “A Consciência Viva da Língua”.

AVELAR BRANDÃO VILELA
Dom Avelar nasceu em Viçosa e, enquanto seu irmão Teotônio aspirava a política, desde cedo se voltou para a vida religiosa, tendo sido ordenado Bispo de Petrolina com apenas 33 anos. Em 1955, foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Teresina, no Piauí. Com uma atividade pastoral intensa, Dom Avelar foi nomeado, em 1971, Arcebispo Primaz do Brasil e 23º Arcebispo de Salvador. Dois anos depois, foi eleito em 1985, por ocasião do seu Jubileu Sacerdotal de Ouro. Dom Avelar Brandão Vilela tem seu nome gravado na história da Igreja Católica, como um dos representantes mais lúcidos, ponderados e virtuosos.

GRACILIANO RAMOS
O Mestre Graça (1892 - 1953), nasceu em Quebrangulo e morreu no Rio de Janeiro. Em Graciliano, vida e letras se imbricam mutuamente, herança do enfrentamento penoso, que teve com o mundo da linguagem, desde a infância. Um clássico experimentador. Um carpinteiro da linguagem literária. A forma neo-realista de escrever, acompanhada de forte preocupação com a contingência fatal da vida humana e, ainda, aliada à meticulosidade nas escolhas de palavras, construções, ritmos dos fatos e dos próprios fatos tornaram a sua composição perfeita e personalíssima. Político sem ser panfletário. Metafórico corrosivo, irônico e de humor cáustico, lírico e sincero, afirmava: “arte é sangue, é carne. Além disso, não há nada. As nossas personagens são pedaços de nós mesmos, só podemos expor o que somos”.

FLORENTINO DIAS
Florentino Dias nasceu em Alagoas. Aos 9 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou música e se formou pela UFRJ, pela qual é livre docente e professor titular. Concluiu Mestrado em Regência pela Washington University, nos Estados Unidos. É fundador e Regente titular da Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro há 26 anos. É membro da Academia Internacional de Música na Cadeira de “Richard Strauss” e da American Symphony Orchestra League. Primeiro e único regente brasileiro homenageado com uma “Batuta de Ouro”, representando o Brasil, como Membro Internacional Order of Merit e pelos Estados Unidos, recebeu, do América Biographical Institute, “The Presidencial Seal of Honor” por sua exemplar realização no campo da música.

NISE DA SILVEIRA
Nise da Silveira (1905 - 1999) nasceu em Maceió. Formada em medicina, na Bahia, defendeu, com suas teses, um tratamento humanista para os doentes mentais. Reinventou a psiquiatria. A sua paixão pelo inconsciente transparece através da luta e da construção da sua trajetória: fundou o Museu de Imagem do Inconsciente, criou a Casa das Palmeiras, fundou a Sociedade Internacional de Psicopatologia da Expressão (França). Publicou dezenas de livros, textos científicos e catálogos. Recebeu prêmios, títulos e homenagens. Inspirou a criação de inúmeras instituições voltadas para os que estão à margem da vida, tratando-os como seres humanos dignos e merecedores de afeto. Nise, uma figura pública e coletiva. Uma alagoana universal!

JORGE DE LIMA
Jorge de Lima (1893 - 1953) nasceu em União dos Palmares. Aos seis anos escreveu os primeiros versos. Pela emoção lírica, pela evocação ingênua, pela espontaneidade tornou-se “o príncipe dos poetas alagoanos”. Um dos fundadores da Academia Alagoana de Letras. Médico humanitário; político de forte espírito ético; poeta impossível, mestre inconfundível e revolucionário; tinha como passatempo preferido: pintar, esculpir e compor. Adorava o mar. Em Alagoas, na Bahia e no Rio de Janeiro sempre morou perto do mar. Materialista convertido ao Cristianismo desenvolveu profundo misticismo. Reconhecido e prestigiado nacionalmente pelos intelectuais e pela crítica, sua obra literária, de intensa comunicabilidade, deixa transparecer toda a sua vida, “subordinada ao sol da poesia”.

FLORIANO VIEIRA PEIXOTO
O Marechal Floriano Peixoto (1839 - 1895) nasceu em Ipioca, bairro de Maceió, e fez carreira militar no Rio de Janeiro, onde era respeitado pela sua conduta, chegando a ser eleito Vice-Presidente da chapa contrária a Deodoro, com uma votação superior a do próprio Presidente. Seu governo, de 1891 a 1894, consolidou a República e Floriano passou a ser conhecido como o Marechal de Ferro pelo seu poder e pertinácia, vencendo os rebeldes e adotando medidas que favoreciam as classes mais pobres, até o fim de seu andato.

VIRGÍNIA DE MORAES
Dona Virgínia ou Mestra Virgínia (1916 - 2003), é alagoana de Rio Novo, Maceió. Mestra de reisado, cantadora, rezadeira, benzedeira, parteira de profissão, autora e intérprete de belíssimos momentos da poesia e da música popular tradicional alagoana. Comandou o grupo de reisado Três Amores. Autêntica e ingênua, encantava pesquisadores, professores, folcloristas, etnomusicólogos, apreciadores e, principalmente, a platéia, com suas músicas singelas e bem inspiradas.

PONTES DE MIRANDA

Francisco Cavalcante Pontes de Miranda (1892 - 1979) nasceu em Maceió e faleceu no Rio de Janeiro. Filósofo, jurista, diplomata, sociólogo, cientista político, economista, esteta, matemático, pedagogo, poeta e prosador literário. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras, dominava vários idiomas. Dentre inúmeros tratados, escreveu 60 volumes do tratado de direito privado. Defensor dos princípios e fundamentos constitucionais, das garantias dos direitos fundamentais do homem e da família. Um autêntico enciclopedista da era moderna! Em língua hispânica ou portuguesa, não existe trabalho científico na área jurídica que não traga citações das obras do mestre dos mestres das ciências jurídicas.

MARECHAL DEODORO

O Militar e Político Manuel Deodoro da Fonseca (1827 - 1892), nasceu em Santa Maria Magdalena da Lagoa do Sul, antiga capital de Alagoas. Participou de várias guerras e batalhas em defesa da pátria. Proclamou a República, tornou-se chefe do Governo Provisório, de 1889 a 1891. Foi eleito o primeiro Presidente do Brasil, em 1891. Seu governo foi marcado por crises sucessivas. Renunciou à República, sendo substituído por outro alagoano, o Marechal Floriano Peixoto.

CACÁ DIÉGUES

Carlos Diegues nasceu em Maceió, em 1940. Começou suas atividades de cineasta amador fundando, com alguns companheiros universitários, um cineclube na PUC-RJ. Um dos líderes do cinema novo, participou do movimento de resistência intelectual e política à ditadura militar. Cineasta conhecido no mundo inteiro, com seus filmes sendo rodados regularmente e premiados em festivais internacionais. Em parceria com a TV Cultura, lançou, em 1994, o programa “Veja esta canção”, pioneiro nas relações cinema / TV brasileira. Diretor de diversos curta-metragens e de 15 longa-metragens, aparece, junto à população, segundo pesquisas recentes, como o melhor e mais popular cineasta brasileiro.

ZUMBI
Zumbi (1655 - 1695) é símbolo de resistência da luta e do sonho do negro pela liberdade. Recebeu o nome de Zumbi em homenagem ao Deus da Guerra. Neto da princesa Aquatune e sobrinho de Ganga Zumba, aprisionado aos sete anos de idade, foi educado por um Padre de Porto Calvo. Em 1670, fugiu para Palmares. Juntou-se ao seu povo, sofrido e oprimido, tornando-se líder valente e guerreiro. Os negros organizados fundaram a República dos Palmares; Zumbi, o rei, lutou contra as expedições escravizadoras. Foi morto no dia 20 de novembro, na Serra de Dois Irmãos, em Viçosa. Este dia foi instituído como marco da luta do negro pela liberdade, o Dia da Consciência Negra.

ZAGALLO
Mário Jorge Lobo Zagallo nasceu em Maceió em 1931. sua paixão pelo futebol surgiu na adolescência. Aos 17 anos de idade, jogou pelo juvenil do América, time carioca, depois, no Flamengo, conquistou dois campeonatos (61 - 62). Patenteou o estilo formiguinha. É treinador, supervisor técnico e comentarista. Pela Seleção Brasileira, foi campeão em 58 e 62, como jogador. Em 70, no México, como treinador, foi tri-campeão. Em 94, a vitória total com o tetra campeonato. Único homem no mundo a conquistar quatro campeonatos mundiais de futebol. Em 1977, foi eleito pelos jornalistas e treinadores de futebol da Alemanha, como o melhor técnico do mundo.

DJAVAN
Nasceu em Maceió, em 1949. O bairro do Farol e o mar lhe serviram de inspiração primeira. A versatilidade, a simplicidade, a musicalidade, a melodia, o colorido e o lirismo de suas músicas encantam os palcos nacionais e internacionais. É também compositor, arranjador, roteirista e diretor musical. Cantor desde os 11 anos, sabe poetar, como ninguém, as belezas da sua terra natal, a liberdade, o amor. “O amor como único sentido da vida”.

ERMETO PASCHOAL
Em 1944, com apenas oito anos, este alagoano de Lagoa da Canoa começou a tocar sanfona de oito baixos. A música é a sua grande alegria de viver, fusão de ritmos e apuro técnico. Compositor, arranjador, e multiinstrumentista. Cidadão do mundo, respeitado internacionalmente, assegura-nos um caldeirão de sons e significados, harmoniosos e complexos, simplesmente irreverente. Por onde passa, surpreende, produzindo calorosa feira de sons e sonhos.

LÊDO IVO
Ledo Ivo nasceu em Maceió, em 1924. jornalista, poeta, contista, ensaísta, tradutor, cronista. Desde 1943 reside no Rio de Janeiro. Através de dezenas de trabalhos tem desenvolvido estilo original e um “sempre atualizado” e lúcido compromisso com a linguagem poética. Pertenceu à famosa geração de 45. É membro da Academia Brasileira de Letras. Carpinteiro da palavra. Sabe ser doce e insólito. Inventivo - eternamente inventivo. Recria sua vida, enraizada na terra nativa.

TEOTÔNIO VILELA

Teotônio Brandão Vilela (1917 - 1983), alagoano de Viçosa. Jornalista, cronista, ensaísta, empresário e político. Autor de discursos exuberantemente libertários, de amor à terra e ao homem brasileiro. O velho Senador! Testemunho das questões antropológicas e sociais da região. Um filósofo humanista que soube olhar, com amor e coragem, a sua pátria. Nas suas andanças, sonhou pregando o ideário da democracia, tornou-se, em cada canto do país, símbolo de ética, cidadania e dignidade: o guerreiro da paz, o Menestrel das Alagoas, o menestrel da nacionalidade e da felicidade propriamente dita.